quinta-feira, julho 21, 2005

Errata 1

Peço as minhas mais sinceras desculpas pelo lapso ocorrido no post anterior. Afinal o big brother nao terminara naquela vespera do nine-eleven, dia em que eu tinha chegado da tunisia. O inicio oficial do big brother em portugal foi no dia 3 de setembro de 2001, véspera da minha partida para a tunisia. Agradeço a chamada de atenção do Rui Guimarães, que partilha do estatuto de recém-tio, tal como eu!

quarta-feira, julho 20, 2005

o acontecimento q aconteceu


onde estavas no 11 de setembro?

eu lembro-me perfeitamente. foi o início de uma era de terror no ocidente. a queda do imperio americano? o caos e insegurança estabelecidos na europa? a queda economica? mais importante que tudo isso, foi o efeito que teve provocando o nascimento de um novo paradigma de pensamento nos paises ocidentais: o mundo não somos nós.

tinha chegado da tunisia, de ferias no dia anterior. tarde, ja tarde. nesse dia começou oficialmente nao o meu romance, que esse ja existia ha algum tempo, mas sim o que vem com isso.

estava a acabar de almoçar em casa. de repente os meus irmaos desatam aos berros pq estavam a ver na CNN nesse preciso momento - os segundos apos o 1º embate - a noticia. Ainda parecia um acidente casual e lamentavel, até que aparece o meu pai e diz:
- oh! isso sao os do afeganistao! que ja andavam a ameaçar ha algum tempo... ca acidente! peshhh! isto foi tudo pensado!
nós no vai nao vai das filmagens, com os comentarios americanoides do secretismo e honra ao tio sam, acabamos por assistir em directo ao segundo embate. aí foi o escandalo. nao dava para acreditar. eu tive medo, pensei o que seria se acontecesse o mesmo na minha terrinha. somos constantemente bombardeados com a cultura do outro lado do atlantico norte, e essa cultura, que nos é tao proxima, tem fragilidades. pode ser atacada.
liguei logo ao tiago, o meu recente namoradinho:
- ja viste as noticias?!? nao podemos ir para a piscina! vamos para casa da barbara. ha sessao de tv esta tarde... nao podemos perder isto! melhor que uma mega produçao de hollywood!
e pronto. la fomos. vimos as torres a cair passado algum tempo, e foi um dia inesquecível!

Na noite anterior tinha acabado a 1ª serie do big brother. ganhou o ze maria.

quinta-feira, julho 14, 2005

Marco na minha vida: A Joana já é Doutora.

Tudo começou há uns 7 anos. A Sara, aluna exemplar da Escola do Ensino Básico 2+3 de Aldoar (até rima!), ingressa no curso "bem" no Oporto British Council: o objectivo é "to accomplish" o Proficiency in English by Cambridge College. Aqui surge Joana. A loira, alta., elegantemente modelar, de formas perfeitas, e, acima demais, uma promessa para o futuro. Numa so palavra: Boa.
A primeira vez que vi a Sarinha, a pequenina, com os seus engraçados caracóis, com a sua "meninês" tinha uns sapatinhos, com tacaozinho dakeles à mãmã. Eu, Joana, e Maria Luís demos a experimentar á Sarinha.... um café.
Ui! O que aquilo foi! Até a Maria José - a empregada da Sara na altura - reparou na excitação da cafeína, e fez questão de contar aos pais! Devo relembrar desse dia, a música que o marcou: Uma banana, duas bananas, três bananas e são mais bananas; é uma é duas e são três bananas, mas verás uma banana só. Mais tarde, esta musica foi acompanhada de coreografia. Nesse dia também, a sarinha foi assaltada...à naifa! Saiu no Jornal de Notícias que a Maria José comprava diariamente..Mas essa é uma historia que vos contarei mais tarde.
"São três bananas". Esse foi um marco. Pois a Joana e a Sara estavam a terminar o seu 1º ano no British Council, e aproximavam-se as férias de verão. Em que a Joana conhecia o Diogo Lucas. Ui... Isso é que foi!
Nascia uma nova era. A era da menina-adolescente.
As duvidas, as discussoes, o coraçao quente, a inocencia a ser confrontada com a decencia, e as questoes metafisicas colocadas diaramente sobre coisas tao simples como a independencia, a liberdade, o futuro, muitos planos, e no fundo so realizados, mesmo, fisicamente, nos pensamentos que tao fluidamente todos os dias corriam.
Pudica. A menina ingenua perante as injustiças do mundo. Enquanto Sara, a "especial", se acahava especialmente distante de tudo e todos. Uma forma diferente de abordar a adolescencia. E daí o que nascia? Uma troca diferente de visões do mundo entre as duas: a Sara, e a Joana. Nós, que aqui agora nos encontramos.
Fomos até Tróia. Ui! Isso é que foi!
Continua Jófi:Tróia Ai ai... Nem consigo recordar. Mas juro. Eu e a joana andamos à porrada. Eu, Sara, tentei sufocar a Joana com a almofada do quarto! E mandei lhe uma beliscadela à bochecha da traseira, que ela, Joana, ate bateu maleiro.
E nao havia motivo! Era incrivel! Eram so as hormonas a gritar! A adolescencia.
Mas continuaram ate hoje amigas. Entretanto foram ate Barcelona... Ui isso é que foi!
A viagem, so por si, é demasiado importante para ser devidamente descrita. O carnaval em Barcelona. O pegar no mapa, aos 16 e descobrir como chegar a Montjuic. O museu Dali, Picasso, o parque guell, sei la.... A metropole! A aventura! Apolo, deus do Sol. A disco, marada, da festa de carnaval. Refunda. Fez nos ver a outrea face do mundo, sem ainda o sabermos interiorizar. Sem saber o seu siginificado, mas, ainda assim, uma descoberta. Um alargamento de horizontes. Voltar. A Sara vai para o Brasil. Demasiado interior. Uma luta demasiado profunda para ser vivida como menina, do 11º ano, a viajar no Brasil, sozinha, entre casas de familiares desconhecidos espalhados pelo país.
O 12º ano.
Já aqui vamos. Entretanto a zé já se tinha chateado MESMO com toda a gente e já ninguem sabia dela. Estaria em lisboa, fugitiva, com o seu amor desconhecido, algures na distante capital? A Joana acabara os seus anos "face reality, girl!" no carolina michaelis. Nem vos conto mais. Acabou aqui! shiiiiu.
A sara crescia na sua loucura. Ninguem a compreendia. Nem ela mesma conseguia compreender as suas subitas incompreensoes do mundo e de si mesma, diariamente, sincopadamente como as batidas do coraçao.
prosimo capitulo, em breve, algures por aqui. Onde estamos presos ao zero. ao limiar.

sábado, julho 09, 2005

Indecidibilidade: O paradoxo do barbeiro e a conversa sobre o nada.

"O paradoxo do barbeiro é um paradoxo que relaciona lógica matemática e teoria de conjuntos. O paradoxo considera uma aldeia onde um barbeiro faz a barba todos os dias a todos os homens que não se barbeiam a si próprios, e a mais ninguém. Ora tal aldeia não pode existir:

  • Se o barbeiro não se barbeia a si mesmo, então terá de fazer a barba a si mesmo.
  • Se ele se barbear a si mesmo, de acordo com a regra ele não se poderá barbear a si mesmo.

A regra resulta numa situação indecidível.

O paradoxo é atribuído a Bertrand Russell, um matemático britânico que em 1901 elaborou o paradoxo de Russell para demonstrar a natureza auto-contraditória da teoria de conjuntos de Georg Cantor. O paradoxo é também usado no teorema da incompletude de Gödel bem como na prova da indecidibilidade do problema de paragem de Alan Turing."

nuno fradinho says:"falar de nada... sobre o quê?"


sobre que queres falar?
falar sobre nada, porque nada nem ninguém investe tempo suficiente no nada... pobre nada, coitado do nada: sempre quer tudo, apesar de, ironicamente, ser apenas um insignificante nada! mas...
insignificante porquê? todo o oposto antagonicamente simétrico partilha da sua total, completa oposição. ou seja, partilha da TOTALIDADE do seu antagonismo. Tão poderoso, portanto, como o tudo.
pobre tudo... se já não é o mais completo, o que mais nos preenche, deixa de ter significado.
o nada prevalece, em jeito de conclusão.

Falemos, então, de nada!

sábado, julho 02, 2005

é sempre tudo ao mesmo tempo!