Indecidibilidade: O paradoxo do barbeiro e a conversa sobre o nada.
"O paradoxo do barbeiro é um paradoxo que relaciona lógica matemática e teoria de conjuntos. O paradoxo considera uma aldeia onde um barbeiro faz a barba todos os dias a todos os homens que não se barbeiam a si próprios, e a mais ninguém. Ora tal aldeia não pode existir:
- Se o barbeiro não se barbeia a si mesmo, então terá de fazer a barba a si mesmo.
- Se ele se barbear a si mesmo, de acordo com a regra ele não se poderá barbear a si mesmo.
A regra resulta numa situação indecidível.
O paradoxo é atribuído a Bertrand Russell, um matemático britânico que em 1901 elaborou o paradoxo de Russell para demonstrar a natureza auto-contraditória da teoria de conjuntos de Georg Cantor. O paradoxo é também usado no teorema da incompletude de Gödel bem como na prova da indecidibilidade do problema de paragem de Alan Turing."

4 Comments:
mais completa é a aplicação do teorema da indecidibilidade ao que move os povos: a teoria da divindade.
qualquer divindade é, por requisito a priori e per se, completa. Atingiu o patamar da total e completa perfeição. mas a perfeição é completamente paradoxal em si mesma, neste contexto: como poderemos considerar algo perfeito se já não é susceptível de evoluir, de se adaptar? mesmo que se afirme que está constantemente e em todo o instante a adaptar-se COMPLETAMENTE, nesse mesmo instante deixa de ser perfeito. a imperfeição é necessária para que algo seja considerado perfeito...
Não concebo a ideia de VIDA, o que mais se aproxima da imagem da perfeição (mesmo que se trata de vida "além da morte") como algo estático, imutável, que não esteja em continua adaptação e, a cada instante, a necessitar de evoluir. a necessidade faz o órgão. a necessidade de atingir uma perfeição é, então, a própria perfeição em si.
Assim, vivo num mundo perfeito. Não necessito de uma divindade.
nuno fradinho
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indecibilidade.
nada.
tudo.
ao formar um conjunto com estas 3 variáveis surge-me uma teoria óbvia: a teoria do caos.
imagino particulas a moverem-se aleatoriamente no nada a criarem uma fluidez descontinua... diz-se que é assim que o tudo se forma...
mas como é que o tudo se forma a partir do nada, se este não tem consciência do tudo...?
teoremas...?
mundo perfeito ==> ausência de divindade...?
e o não tangível (aquilo que faz mover as partículas para do nada, criar tudo...)?
será que existe uma ordem exclusivamente física das coisas...? q a modificação das variáveis exteriores às partículas é espontanea? pq é q as interferências na ordem física modificam a dinâmica (estática) para um novo equilíbrio dinâmico? pq é q não tende para o q existia anteriormente? pq é q há a necessidade universal da criação?
preciso de uma divindade!
Inês Carvalho
bem, isto que até começou com uma conversa interessante sobre cerejas, está a resvalar...eu que pensava que iria ter aqui um espaço de dissertação sobre frutas e leguminosas, que também têm os seus dilemas existenciais como qualquer um de nós - porque a crise toca a todos, meus amigos! - vejo que isto agora é só falar do "nada" e do "tudo" e o "meaning of life"...e o preço da maçã Granny Smith, isso já não é tema suficientemente erudito?! ãh?
vamos lá ver se isto endireita, senão vou mesmo ter de começar a pensar nestas coisas para pôr aqui algum comentário de jeito!
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RJS
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